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Perícia Trabalhista

Justa causa com base em print de WhatsApp: por que o print é frágil e o que a perícia faz

Print não carrega metadados e pode ser montado em minutos. A prova técnica está no aparelho, não na imagem.

Na Justiça do Trabalho, conversas de WhatsApp aparecem cada vez mais para sustentar ou derrubar uma justa causa, provar assédio ou comprovar jornada. O problema é que, quase sempre, elas chegam aos autos como simples capturas de tela.

Por que o print é frágil

  • Pode ser montado ou editado em poucos minutos, com aplicativos comuns
  • Não carrega metadados que comprovem data, origem e integridade
  • Não prova autoria: mostra uma imagem, não a mensagem original

Três sinais comuns de edição

  1. Horários fora de sequência ou incompatíveis entre si
  2. Fonte, espaçamento ou layout diferentes do aplicativo real
  3. Aparelho original indisponível para conferência

A prova está no aparelho

A perícia vai à fonte: extração forense do celular ou da conta, cálculo de hash SHA-256 para garantir a integridade e análise de metadados e linha do tempo. Com isso, é possível comparar o que está no print com o que realmente existe no banco de dados do aplicativo.

O método serve para os dois lados: tanto para comprovar a autenticidade das mensagens quanto para demonstrar uma manipulação, com quesitos e parecer técnico.

Conteúdo informativo. Cada caso exige análise técnica própria.